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Câmara Municipal destaca o potencial econômico e social da criação de cavalos Mangalarga

por Marcos Teixeira Wanderley publicado 18/10/2018 14h35, última modificação 18/10/2018 14h31

A raça Mangalarga, a mais antiga formada na América Latina, teve destaque na noite dessa quarta-feira, 17 de outubro, na Câmara Municipal de Goiânia. Na ocasião, foi realizada uma Sessão Especial proposta pelo vereador Andrey Azeredo (MDB), presidente da Casa, para homenagear os 30 anos do Núcleo de Goiás da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo da Raça Mangalarga, fundado em 23 de outubro de 1.988.

A solenidade foi presidida por Andrey e reuniu criadores e profissionais ligados à raça, além do presidente da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA), Tasso Jayme, um dos homenageados da noite. No evento foram concedidos diplomas de Honra ao Mérito para pessoas que contribuíram para a fundação e fortalecimento do Núcleo e para a difusão da atividade no Estado.

Empregos e Saúde

Em seu discurso, o presidente Andrey destacou o potencial empreendedor e econômico da criação de cavalos no Brasil, que tem o terceiro maior rebanho de equinos do mundo segundo estudo feito neste ano pela Escola Superior de Agricultura da Universidade de São Paulo (Esalq/SP). O documento também apontou que a equinocultura brasileira movimenta R$ 16,5 bilhões ao ano e gera cerca de 3,2 milhões de postos de trabalho diretos e indiretos, número que é seis vezes maior do que emprega a indústria automobilística no País.

“Os cavalos são também utilizados como uma ferramenta terapêutica, não apenas nas cavalgadas, mas na equoterapia, uma ciência que utiliza as áreas da saúde, da educação e da equitação para o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiências e em reabilitação”, ressaltou Andrey.

Dois séculos de História

Para relatar a história do Mangalarga, o presidente lembrou a chegada da família real portuguesa ao Brasil em 1808: “O Príncipe Regente Dom João VI presenteou Gabriel Francisco Junqueira, o Barão de Alfenas, com alguns reprodutores portugueses originários da coudelaria Alter-Real. Do cruzamento desses Andaluzes com éguas nacionais, principalmente de raça Crioula, nasceram os primeiros Mangalargas.”

Cavalgadas: ponto forte da raça

Representando os criadores, o médico veterinário Leandro Canêdo, um dos homenageados e membro fundador do Núcleo Goiano do Mangalarga, também discursou no evento. Ele falou sobre a trajetória da raça no País e em Goiás, citou o uso de exemplares dela nas Cavalhadas e pelos tropeiros que desbravaram o País no passado e detalhou as características raciais do Mangalarga e sua aptidão para cavalgadas de média e longa distância.

Figura de destaque na equinocultura brasileira, Leandro Canêdo já participou da criação de diversos Núcleos de raças eqüinas pelo País, como Paint Horse, Marajoara e Pantaneira. O veterinário também domou racionalmente o mangalarga Sereno, famoso garanhão de pelagem pampa vendido à cantora Paula Fernandes em 2014 e considerado o favorito da artista, que já participou com ele de um trecho de 43 km numa cavalgada em Ouro Preto (MG).

Homenagem a Andrey

Ao finalizar seu pronunciamento, Leandro aproveitou para solicitar a Tasso Jayme o apoio para a criação do “Museu do Cavalo” em Goiânia. Em seguida, o presidente do Núcleo, Leonardo Bruno Santana Manatta, homenageou Andrey Azeredo presenteando-o com um exemplar do livro “A Pintura Equestre de Hans Haudenschild", artista e ilustre criador mangalarguista responsável pelo símbolo "Mangalarga, o Cavalo de Sela Brasileiro", que foi inspirado na cabeça do garanhão Colorado.

 

Texto produzido pela assessora Polliana Martins

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