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Ex-diretor é ouvido na CEI da Saúde e nega participação na Máfia do Samu

por Heloiza Amaral publicado 19/03/2018 11h40, última modificação 19/03/2018 14h17

O ex-diretor do Samu Carlos Henrique Bahia, conhecido como Caíque, foi ouvido, nesta segunda-feira (19), pela Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga irregularidades na Saúde da capital. Ele afirmou que não teve nenhum envolvimento com a Máfia do Samu e que não responde a processo. Segundo Caíque, sua prisão temporária teria sido um erro do Ministério Público. O ex-diretor disse que suspeitava da ação da Máfia e chegou a abrir três sindicâncias entre 2015 e 2016. Elas foram encaminhadas à secretaria municipal de Saúde (SMS), mas não tiveram conclusão.

Apesar de ter aberto sindicância, Caíque declarou que não acredita na participação de médicos do Samu no esquema. “São mais de 70 médicos e apenas dois foram denunciados, entre os 30 participantes da Máfia. São médicos competentes e não fariam parte disso”, explica. O ex-diretor contou também à CEI que é comum que pacientes permaneçam em UTIs quando poderiam estar em quartos normais, o que aumenta o custo de internação em mais de 60%.

Para o relator da CEI, Elias Vaz (PSB), a informação do ex-diretor sobre a ocupação das UTIs foi o destaque do depoimento e mostra que a intenção é o lucro. “Parece que o ideal para os donos de UTIs é que elas sejam ocupadas por quem não precisa.”

Requerimentos

A CEI aprovou, ainda nesta segunda-feira, requerimento dos vereadores Jorge Kajuru (PRP) e Elias Vaz (PSB) para que os hospitais que prestam serviço ao Sistema Único de Saúde (SUS) encaminhem à comissão as informações sobre a ocupação dos leitos de UTI, no período de agosto de 2016 a março de 2018. A solicitação deve incluir o nome do paciente, o tipo de UTI e o número da autorização de internação hospitalar (AIH). Segundo os vereadores, o requerimento se fez necessário, porque os proprietários questionaram as informações divulgadas pela CEI sobre os leitos vagos de UTI.

Outro requerimento aprovado foi o de autoria da vereadora Cristina Lopes (PSDB), solicitando à secretaria municipal de Saúde dados sobre a média de espera dos pacientes por uma vaga de UTI em Goiânia. A CEI aprovou também a convocação do gerente de Urgências da SMS, Devalmir Oliveira dos Santos, do diretor de Atenção à Saúde, Sílvio José de Queiroz, e da gerente de Internação Hospitalar, Márcia Ribeiro de Souza. Os três devem depor na próxima reunião da comissão, marcada para sexta-feira, às 8h30, na Sala das Comissões da Câmara. (Foto: Wictória Jhefany)