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Projeto de lei proíbe limpeza de calçadas com água potável

por Quezia de Alcântara publicado 06/08/2018 08h45, última modificação 07/08/2018 12h34

Impedir que Goiânia tenha uma crise hídrica contendo o uso indevido da água pela população. Esse é o objetivo dos vereadores GCM Romário Policarpo (PTC) e Zander (Patriotas) por meio de uma matéria apresentada em plenário e que foi encaminhada para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O projeto proíbe a lavagem de calçadas com água tratada, potável, poços artesianos e aquelas fornecidas por meio da rede da Saneago que abastece o Município. Também prevê punições como multa de 152 UFIRs para o cidadão que insistir em utilizar água para limpar suas calçadas. O projeto estabelece que o Executivo indique órgão competente para fiscalizar o cumprimento da nova medida, caso se torne lei.

A sugestão dos parlamentares é de que a limpeza seja feita por varrição, aspiração e outros recursos que prescindam de lavagem, exceto quando esta for realizada com água de reuso ou de aproveitamento de água de chuva, desde que comprovada a origem da água utilizada.

“Existe um conjunto de fatores que colaboram para essa crise hídrica e não podemos atribuir apenas à falta de chuva, oque falta é a consciência da população com relação ao uso da água”, diz o vereador Romário Policarpo.

“Atualmente o sistema Meia Ponte abastece 52% da população na Grande Goiânia, e o sistrema João Leite os 48% restante; entre os dias 25 de junho a 30 de julho houve uma redução de 29% na vazão do Meia Ponte, e devido à estiagem que já chega a 72 dias, a orientação é para o uso consciente da água tratada nos domicílios”, alerta o vereador que acrescentou que “é essencial que a população da nossa região tenha consciência para o uso adequada da mesma, para que nos próximos anos não ocorra racionamento de água devido nosso clima seco que faz com que os níveis de água nos rios seja reduzido”.