Secretária municipal de Saúde Fátima Mrué presta contas em reunião virtual

por Guilherme Machado publicado 03/07/2020 17h30, última modificação 03/07/2020 18h06

A Comissão de Saúde e Assistência Social da Câmara realizou nesta sexta (3) uma reunião virtual para a prestação de contas da Secretaria Municipal de Saúde, referente ao terceiro quadrimestre de 2019, que contou com a participação da secretária Fátima Mrué apresentando dados estatísticos e respondendo questionamentos dos vereadores. 

Ela abriu a apresentação mostrando que a Prefeitura usou na Saúde 19,67% do total que arrecadou, percentual acima do mínimo exigido pela Constituição, que é de 15%. Durante todo o ano de 2019, a pasta contou com recursos na ordem de R$ 2,8 bilhões, sendo que R$ 1,76 bilhão veio da receita de impostos e R$ 1,03 bilhão de transferências constitucionais e legais. 

Foram realizadas 511 auditorias no ano passado, tendo 60% sido concluídas. Do total, 11% se referem a denúncias, as quais todas foram concluídas, segundo a secretária. 

Em 2019, a rede municipal de saúde realizou 154.511 internações hospitalares ao custo de R$ 282 milhões, sendo que 42,8% dos atendidos residiam em Goiânia e 57,2% eram de outros municípios. Os procedimentos ambulatoriais foram ao todo 16.360.692, custando R$ 265,14 milhões aos cofres públicos. O município fez ainda 192.462 procedimentos odontológicos e 927.668 visitas domiciliares por agentes comunitários de saúde ao longo de todo o ano passado. 

Questionamentos

A reunião desta manhã foi presidida pela vereadora, membro da comissão, Doutora Cristina (PL) em substituição à presidente Priscilla Tejota (PSD), que não pode comparecer. Cristina questionou o porquê de importantes unidades de saúde da capital estarem fechadas neste momento de crise na saúde. “O Cais do Jardim América, que está há três anos fechado, do Jardim Guanabara e da Chácara do Governador, além do Cândida de Moraes, para onde eu destinei uma emenda de R$ 200 mil, mas a reforma, que começou em outubro do ano passado e ia terminar em quatro meses, ainda não foi entregue”, relacionou a vereadora. 

Paulo Magalhães (DEM) lembrou que o Ciams do Pedro Ludovico precisa ser reformado e que a solicitação foi encaminhada para a secretaria. 

“A reforma no Pedro Ludovico começa na próxima semana. Já a obra do Cais da Chácara do Governador está prevista para terminar no final deste mês de julho”, garantiu a secretária. “A Seinfra sozinha não consegue executar todas essas reformas porque ela precisa atender toda as demais obras da Prefeitura. Dessa forma, fizemos um contrato com uma empresa que atende outros setores públicos para agilizar todas as reformas, muitas delas vindas de emendas impositivas dos vereadores”, acrescentou. 

Apesar das denúncias recebidas pela comissão de que as unidades de saúde não terem um protocolo para atender os casos de Covid-19 e de faltar materiais para desinfecção das roupas usadas pelos profissionais de saúde, Fátima Mrué resaltou que não falta equipamentos de proteção individual (EPIs). “Temos todos os EPIs desde o início da pandemia. Nós nos preparamos antes dos casos aumentarem em Goiânia. A vereadora Cristina inclusive fez algumas visitas e comprovou isso. Temos uma lista de EPIs que está em curso de aquisição, mas, no momento, temos um estoque satisfatório.” 

Mrué acrescentou que todas as pessoas que vão às unidades de saúde municipais com sintomas estão sendo testadas e o que causou problema no início da pandemia foi a limitação no processamento dos testes pelo Laboratório Estadual de Saúde Pública (Lacen), sendo resolvido com a contratação de um laboratório particular. Ela prometeu ainda que todos os funcionários da saúde serão testados, o que será possível a compra de cem mil testes PCR, que está em andamento. 

Paulinho Graus (PDT) questionou a informação. “As pessoas me relatam que não existe protocolo. Elas chegam com sintomas da Covid e são orientadas a voltar para casa sem nada na mão, pois ouvem dos funcionários que não tem testes.” Ele requisitou à secretaria que encaminhe à Câmara o protocolo detalhado de atendimento a pacientes com suspeita de coronavírus e número da testagem mensal nas unidades de saúde. “Eu vou visitar esses locais, mostrar esse protocolo e ver se realmente ele está sendo cumprido”, prometeu.